Jovens comemoram participação no Ciência sem Fronteiras

Segundo idioma e novas culturas são as principais vantagens apontadas pelos estudantes

Com o objetivo de promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência, tecnologia, inovação e competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional, o Ciência sem Fronteiras está construindo histórias. Lançado em 2011, o programa já concedeu mais de 60 mil bolsas em dois anos, sendo 48 mil para estudantes de graduação. Este resultado corresponde mais de 50% da meta que é oferecer 101 mil bolsas até 2015. Dessas, 26 mil são financiadas pela iniciativa privada.

 

CsF

University of Western Australia/FotoReprodução

A ideia do programa é que jovens brasileiros com a mente arejada por culturas que prezam o empreendedorismo e o mérito tragam uma nova mentalidade à academia nacional. Esse é também o objetivo de Pedro Lima, 20 anos, aluno do curso de Engenharia de Minas na Universidade Federal de Campina Grande, Paraíba. Participante do Ciência sem Fronteiras desde julho de 2013,  Pedro disse ao blog Edson Machado que escolheu a Austrália devido a referência da região no mundo em exploração de minério de ferro.

CSF - Pedro Lima

“A Universidade de Western Australia, onde estudo, possui o maior centro de geomecânica do país”, afirma entusiasmado o estudante. Para ele, uma das vantagens de estudar no exterior é que, além de aperfeiçoar um segundo idioma, o estudante pode participar de vários centros de pesquisas renomados e colocar o Brasil no jogo global. “Ter contato com novas tecnologias e métodos aplicados em uma realidade diferente proporciona o desenvolvimento de um pensamento crítico muito melhor que poderá ser usado para resolver os problemas enfrentados no Brasil. Atualmente a mineração brasileira possui grande deficiência em profissionais capacitados a trabalhar com geotecnia de mina e, conhecendo geomecânica, com certeza estarei capaz de resolver parte dos problemas enfrentados na área”, afirma o estudante que divide apartamento com mais dois brasileiros e um alemão.

Mas ter uma experiência profissional lá fora exige esforço. Para muita gente, tem sido difícil arrumar um estágio. De acordo com a revista Veja, um relatório do CNPq apontou que em uma amostra de 5.300 bolsistas, apenas 56% conseguiram. Este é o caso do estudante Moacir Campos, 21 anos. Aluno de medicina pela Universidade Federal de Goiás, atualmente Moacir é estagiário no Sir Charles Gairdner Hospital, na Austrália e comemora.CSF - Moacir Neto“Como consegui esse estágio no hospital, minhas atividades têm sido uma exceção à regra. Não tenho aula em sala de aula, ou provas escritas. Devo ser o único a cursar matéria clínica em hospitais, dentre os estudantes internacionais em países de língua inglesa. Basicamente acompanho a rotina dos cirurgiões ortopédicos da cidade de Perth, podendo participar de cirurgias, consultas no ambulatório e evolução dos pacientes da enfermaria. Quando sinto confiança, sou autorizado ainda a atender alguns pacientes ou até mesmo a fazer algumas suturas durante as cirurgias”, conta animado o estudante que mora em uma república com mais seis colegas: um francês, um chinês, um australiano e outros três brasileiros. “A companhia tem sido ótima, e hoje os considero verdadeiros irmãos”, ressalta.

Moacir acredita que participar do programa é, sem dúvida, uma forma de dar impulso a sua carreira. “De todos os trabalhos que já fiz, eventos que participei, simpósios que ajudei a organizar, acredito que esse estágio no hospital será um importante diferencial em meu currículo, principalmente se eu decidir especializar nessa área de cirurgia ortopédica. Tenho aprendido bastante, principalmente no que se refere à forma como me relaciono com os pacientes e o restante dos profissionais no hospital. Além disso, aperfeiçoar um segundo idioma e aprender a viver sozinho são experiências muito positivas, porque nos ensina a dar maior valor à família”, afirma o estudante que volta ao Brasil em julho de 2014 com muitos planos na bagagem.

CsF - Victor Ávila

O estudante José Victor Ávila, 20 anos, também comemora. “Quero voltar ao Brasil e seguir carreira acadêmica. Estudar fora do país é importante para aprender um novo idioma e ter uma nova  visão de mundo”, ressalta José, que atualmente estuda inglês na Austrália. “No próximo semestre vou cursar as disciplinas de Ciências Agrícolas, Ciências Ambientais e Ciências da Terra, por mais um ano. Depois volto ao Brasil”, afirma.

O CsF é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), por meio de suas respectivas instituições de fomento – CNPq e Capes –, e Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC.

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2 comentários

  1. Amei a abordagem de hoje. A UWA é uma excelente universidade, que está sempre entre as top 100 mundiais e tem recebido muitos alunos brasileiros. A experiência adquirida numa universidade como a UWA é única e certamente trará ventos de inovação ao nosso país.

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