Você ainda acredita em avaliação?

Desde os anos 90, vem se instalando no Brasil uma verdadeira cultura da avaliação. Aos poucos, passou-se da habitual avaliação de pequenos grupos para a avaliação de “massas”, exigindo a aplicação de técnicas ainda pouco disseminadas no país.

Ainda hoje, o domínio dessas técnicas é restrito a poucos grupos (em geral, localizados em universidades ou fundações ligadas a estas), e implica arranjos logísticos sofisticados que precisam ser coordenados por entidades distintas daquelas que cuidam  da parte técnica propriamente. É por essas questões, que a execução de grandes avaliações  não pode ser delegada a entidades escolhidas pelos nossos processos licitatórios comuns, regidos por lei.

A verdadeira balbúrdia que vem assolando a realização de alguns exames, que são apenas modalidades de avaliação no Brasil, decorre da falta de atenção aos requisitos acima apontados. Vejam os casos do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) e, mais recentemente, do concurso do Senado Federal. A contestação do ENADE (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) já se dá por outra razão: o velho hábito brasileiro de tentar fraudar, (com sucesso!), um processo que a todos parece límpido e transparente. É o conhecimento (pela imprensa!) das falhas ocorridas nesses exemplos que faz desacreditar dos procedimentos: avaliação sim, mas não desse jeito.

Há muito o que questionar (conceitual e técnicamente) no ENEM e no ENADE, mas se vamos insistir em realizá-los, ao menos que sejam bem feitos. E é bom lembrar: os grandes prejudicados por essas “experiências” são os jovens que estão buscando o direito de qualificar-se para o exercício de uma profissão.

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6 comentários

  1. Não acredito mais em avaliação. O governo precisa repensar a forma com que avalia concursos e exames educacionais. As provas estão perdendo o crédito da população.

  2. Não acredito que o governo faça qualquer avaliação idônea. Sempre há um vazamento de prova, questões repetidas, a anulação de questões mal elaboradas…..Seja pra privielgiar alguém, ou por desprepardo dos elaboradores dos testes, ou por preguiça mesmo, sei lá! O pior é que enquanto educação não for um tema prioritário no Brasil, não há qualquer possibilidade de mudança deste cenário.

  3. Eu acredito. A avaliação ainda é o melhor caminho para o governo conhecer a realidade da educação no Brasil.

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