O Enem pode substituir o vestibular?

O ministro da Educação, Fernando Haddad, defendeu esta semana que o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) é a melhor forma de avaliação do desempenho dos alunos e que a substituição do vestibular pelo Enem é fundamental para garantir a implementação prática da reforma do ensino médio no país.

Segundo Edson Machado, as pessoas esquecem que já se fez o vestibular “unificado” por grandes áreas de ensino (Engenharia, Medicina, Ciências Agrárias). Em 1968, a chamada lei da reforma universitária estimulava a unificação nacional do vestibular. Por conseqüência, vários decretos foram formulados nos anos 70 e uma comissão foi criada no Ministério da Educação com a finalidade exclusiva de estimular e avaliar as experiências de exames unificados em nível regional.

Apesar do empenho do ministério, as experiências não foram adiantes por falta de consenso entre as universidades. É verdade que na época não dispúnhamos de todo o aparato tecnológico que  agora temos para uma tarefa tão complexa, quanto a realização de exames nacionais, mas temos como exemplo hoje o exame da OAB. Um dos testes mais tradicionais do país,  já deixou de ser unificado há muito tempo.

Na realidade, o “vestibular” continuará sendo individualizado só que agora entre os “cursinhos preparatórios”, que já estão oferecendo até prêmios para seus alunos que se destacam no Enem. Ficará pior ainda essa guerrinha entre os cursinhos na medida em que o Enem passe a ser feito por áreas, como já se cogita em função de uma nova reforma no ensino médio.

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