A qualidade do ensino superior

A primeira das interrogações nos leva a abordar o tema da qualidade do ensino a partir do todo institucional. E aqui a expressão geral requer alguma especificação radicada na natureza  da estrutura, do funcionamento administrativo e acadêmico da instituição. Portanto, a qualidade do ensino não é qualquer coisa situada no vácuo. Pelo contrário, depende e decorre de medidas muito concretas, de posturas muito determinadas e diretamente vinculadas ao comportamento orgânico da universidade.

Não é algo que se alcance nas pontas do processo, a não ser que haja sido condicionada e estimulada pelos mais altos níveis decisórios. Não se pode obtê-la de repente, em salas de aula, se não houver nascido, desenvolvido e adquirido corpo nas coordenações de curso, nos departamentos, nos colegiados  superiores, no gabinete do Reitor e de seus assessores imediatos.

A qualidade de ensino coloca-se como princípio e o fim de nossas preocupações. Para ela se estrutura a universidade de maneira mais funcional, para ela se qualifica e treina o corpo docente. Para ela se endereçam as metodologias. E dela sobretudo cresce o aluno, senhor de suas capacidades e motivações, e que reclama atendimento individual para os seus apelos de pessoa em formação e de seus profissionais em gestação.

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