Pronacampo é lançado em Brasília

Programa quer ampliar qualidade do ensino na área rural

No Brasil, 23,18% da população do campo com mais de 15 anos é analfabeta e 50,95% não concluiu o ensino fundamental

A cerimônia de apresentação do Pronacampo contou com a presença da presidenta da República, Dilma Rousseff, e do ministro da Educação, Aloizio Mercadante. (Foto: RobertoStuckertFilho/PR)

O Programa Nacional de Educação do Campo (Pronacampo) foi lançado em Brasília, nesta terça-feira (20), com o objetivo de oferecer apoio técnico e financeiro aos estados, Distrito Federal e municípios para a política de educação no campo.  O evento, realizado no Palácio do Planalto, teve a participação da presidenta da República, Dilma Rousseff e do ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

Para a presidenta, o papel do Pronacampo é assegurar oportunidades para a população do campo. “Nós estamos apostando que uma nova geração vai se beneficiar de tudo que fazemos nesta, mudando a feição do campo brasileiro e garantindo que ele será um lugar digno e de qualidade para se morar e se criar os filhos”, afirmou Dilma.

De acordo com o ministro, o Brasil é um grande produtor de alimentos, mas tem uma dívida com as populações camponesas. “Nós temos, aproximadamente, 30 milhões de pessoas que vivem no campo, o Brasil é a segunda maior agricultura do mundo, produz 300 bilhões de dólares e exporta quase 95 bilhões de dólares, no entanto nós não temos uma política específica de educação para a população que vive no campo brasileiro”, disse Mercadante.

No Brasil existem 76 mil escolas rurais, com mais de 6,2 milhões de matrículas e 342 mil professores. O Pronacampo vai estabelecer um conjunto de ações articuladas que atenderá escolas do campo e quilombolas em quatro eixos: gestão e práticas pedagógicas, formação de professores, educação de jovens e adultos e educação profissional e tecnológica.

Analfabetismo

De acordo com o MEC, 23,18% da população do campo com mais de 15 anos é analfabeta e 50,95% não concluiu o ensino fundamental. No entanto, o Pronacampo vem para ajudar a solucionar este problema. Com esta ação, mais de três milhões de estudantes receberão material didático relacionado à realidade do campo, por meio do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD Campo). O Programa Nacional de Biblioteca da Escola (PNBE) também atenderá professores e estudantes, ao oferecer obras de referência sobre as especificidades do campo e das comunidades remanescentes de quilombos.

Além da estrutura física, o Pronacampo promoverá a educação digital e o uso pedagógico da informática nas escolas do campo e quilombolas. Também está prevista a instalação de recursos digitais em 20 mil escolas até 2014.

Formação de Professores

A formação de professores também receberá atenção especial, com oferta de aperfeiçoamento para professores do campo e de escolas quilombolas. Além disso, o Pronacampo apoiará a oferta de formação inicial, continuada e pós-graduação para professores, gestores e coordenadores pedagógicos que atuam na educação básica do campo. De acordo com o MEC, serão oferecidos cursos de licenciatura em educação do campo pelas instituições públicas de ensino superior. A Universidade Aberta do Brasil (UAB) expandirá 200 pólos para atender os professores do campo e serão destinados recursos de apoio à manutenção dos pólos por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola.

Adultos

Para desenvolver a educação de jovens e adultos e educação profissional e tecnológica, o governo federal pretende expandir a oferta de cursos voltados ao desenvolvimento do campo nos institutos federais. O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) Campo apoiará a inclusão social dos jovens e trabalhadores do campo. Para isso, serão dedicadas 120 mil bolsas de estudo do Pronatec Campo.

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