O quadro dos ensinos fundamental e médio oferecidos aos brasileiros é preocupante. Segundo o Anuário de 2007, feito pelo Departamento Intersindical e Estatística e Estados Socioeconômicos (Dieese), cerca de 12% da população brasileira com 15 anos ou mais era analfabeta e 30% era considerada analfabeta funcional (aquele que é capaz de ler textos, mas não de interpretá-los). Portanto, apesar do sucesso da inclusão da grande maioria das crianças e jovens na escola e da diminuição da evasão, o nível de escolaridade do brasileiro e a qualidade do ensino estão muito aquém do razoável.
Para agravar este resultado, é crítica a qualidade da educação básica. Em seu relatório de Monitoramento Global de Educação 2010, a organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), mostra o Brasil classificado na 88ª posição entre 128 países. De acordo com dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb-Inep), apenas 7% dos alunos do último ano do nível médio apresentam um desempenho satisfatório em matemática. Esses são dados negativos e incompatíveis com o propósito de um país que pretende um contínuo desenvolvimento ao longo do século XXI.
Fonte: Livro Ciência, Tecnologia e Inovação para um Brasil Competitivo.