Corrupção no CNE!

“Não é de hoje que pesa contra o CNE (Conselho Nacional de Educação)… a suspeita de favorecer os interesses de grupos empresariais privados”. Assim inicia o editorial do jornal Folha de São Paulo desta segunda-feira, 05 de março, intitulado “Medicina Doente”.

De fato, não é de hoje. Fui membro do colegiado que antecedeu o atual CNE por 12 anos e ouvi essa insinuação várias vezes, a ponto de determinar a extinção do colegiado pelo presidente Itamar Franco, por sugestão do seu ministro da Educação, Murílio Hingel.

O atual CNE passou a existir por decisão do presidente Fernando Henrique Cardoso, sugerida pelo ministro Paulo Renato de Souza.

Nunca essas insinuações chegaram a ser comprovadas, mas a pecha de corruptos ficou pesando sobre todos os 24 conselheiros em exercício na época da extinção do então Conselho Federal de Educação.

A insinuação agora vem por conta da polêmica sobre a ampliação do número de vagas nos cursos de medicina e a conseqüente má qualidade do ensino oferecido. Por isso mesmo, mais uma vez, vem à tona a ideia de criação de um exame de habilitação obrigatório para os graduados em medicina, algo semelhante ao Exame de Ordem, já existente para os advogados.

O assunto é recorrente e merece muita reflexão. O Exame de Ordem assegura a qualidade dos advogados?

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4 comentários

  1. Médico devia sim fazer um exame para comprovar a sua experiencia,mesmo depois de fazer a residencia.e devia trabalhar um ano em um pronto socorro na emergência.

  2. Sou estudante de medicina e sei das deficiências de algumas instituições! Portanto, acho que a prova de seleção teria sua utilidade para garantir médicos regulares em atividade! Acho ainda que profissionais bem formados não têm motivo para temer esse tipo de avaliação!

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