Educação brasileira precisa de qualidade

O volume de recursos destinado à educação básica no Brasil triplicou entre 2000 e 2009, mas especialistas e educadores reforçam a necessidade de uma revolução no ensino básico do país. Apesar do avanço no acesso de crianças e adolescentes às escolas, muitos ainda não conseguem notas suficientes para ingressar nas universidades e mesmo quando entram, há um problema maior: conseguir acompanhar o conteúdo dado em sala de aula. “O índice de jovens que apresentam falhas no aprendizado é muito alta. Apenas 11% dos que concluem o ensino básico conseguem um nível razoável de absorção do conteúdo de ciências exatas, como matemática”, diz Mozart Neves Ramos, conselheiro da ONG Todos pela Educação.

Segundo o especialista, esta também  é uma das razões de o país estar na lanterna do desempenho nessa área: 57° lugar de um ranking com 65 países listados pelo Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês). Instituições com fraca infraestrutura e escassez de professores com formação adequada também agravam os problemas na educação do país. “A falta de valorização do professor é um dos principais fatores da baixa qualidade do ensino básico”, afirma Mozart Ramos.

Para o professor Murilo Mangabeira, que há três anos leciona sociologia para alunos do ensino médio e fundamental em Samambaia, cidade do Distrito Federal, é uma convenção achar que escola pública tem que se contentar com o básico. “O básico não é suficiente”, afirma o professor. Para ele, não basta apenas abrir as portas das escolas à criançada sem o compromisso de formarem cidadãos que farão a diferença no mercado de trabalho.

Fonte: Correio Braziliense

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